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Perguntas atravessam as
Narrativas do Invisível
Aqui, eles encontram espaço para continuar sendo pensados.

Nem todo silêncio é maturidade

Quando conter uma reação se torna uma escolha — e quando se torna silêncio?

Quando conter uma reação se torna uma escolha — e quando se torna silêncio?

Conter uma reação pode ser uma escolha ou pode ser uma forma de silêncio produzida pelo medo, pela dificuldade de confronto ou por uma história em que a própria voz precisou ser apagada.

Nem todo silêncio é maturidade. Nem toda expressão é impulsividade.

Existe uma diferença entre não agir imediatamente e nunca conseguir agir; entre escolher uma palavra e perder a própria voz; entre sustentar um impulso para poder pensá-lo e simplesmente negá-lo.

A contenção pode criar espaço para uma expressão mais elaborada, permitindo que aquilo que sentimos encontre uma forma de ser dito sem que precise desaparecer. Mas também pode prolongar o que não foi dito quando nasce da impossibilidade de reconhecer ou sustentar a própria posição.

A questão passa, então, por distinguir contenção e repressão, autocontrole e autoapagamento, espera e adiamento permanente.

Quando o silêncio protege?

Quando aprisiona?

Quando esperar é uma forma de elaboração e quando se transforma em permanência no não dito?

Talvez a possibilidade de escolha comece justamente quando conseguimos reconhecer o que sentimos sem precisar agir imediatamente sobre isso.

→ Há livros que continuam aquilo que uma narrativa apenas começou a perguntar.

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→ Talvez essa pergunta também possa encontrar um espaço de escuta na clínica.

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Nem todo silêncio é maturidade

Quando o que eu sinto parece exigir uma resposta imediata?

Há momentos em que sentimos algo com tanta intensidade que parece impossível não agir a partir disso.

A raiva pede uma resposta.

A frustração pede uma reação.

→ Esta pergunta também se abre para outros temas.

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Impulsividade

A impulsividade aparece quando o intervalo entre sentir e agir se torna muito pequeno, fazendo com que o afeto pareça conduzir diretamente ao comportamento.

Isso não significa que toda expressão intensa seja impulsiva, nem que agir rapidamente seja sempre inadequado.

A questão está na dificuldade de criar espaço para reconhecer o que acontece, pensar sobre isso e escolher uma resposta.

→ Esta pergunta também pode ser aprofundada em uma experiência de formação.

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A formação parte da compreensão de que sentir não determina, por si só, aquilo que fazemos.  

A raiva, a frustração, o medo ou o desejo podem ser reconhecidos e sustentados sem que precisem encontrar uma descarga imediata.

Esse espaço permite que o afeto encontre palavra, pensamento e elaboração, ampliando a possibilidade de escolha.

A formação convida a pensar sobre impulsividade, contenção, expressão emocional, limites e responsabilidade, distinguindo o ato impulsivo da resposta escolhida e o silêncio que protege daquele que apaga a própria voz.

→ Uma pergunta que nasce nas Narrativas do Invisível.

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Narrativas do Invisível #02

Nem todo silêncio é maturidade
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Para uma vida mais inteira.

Escuta, literatura, formação e cuidado com a experiência humana.

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