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Perguntas atravessam as
Narrativas do Invisível
Aqui, eles encontram espaço para continuar sendo pensados.

Entre o sentir e o agir

Quem sustenta aquilo que sentimos até que possamos escolher o que fazer com isso?

Quem sustenta aquilo que sentimos até que possamos escolher o que fazer com isso?

A pergunta nasce do intervalo entre aquilo que sentimos e aquilo que fazemos com o que sentimos.

Sentir raiva, frustração, ameaça ou tensão não significa necessariamente agir a partir desses afetos.

Existe um espaço entre o afeto e a ação, e é nesse espaço que pode surgir a possibilidade de reconhecer o que acontece em nós, sustentar a experiência, pensar sobre ela e escolher uma resposta.

Isso não significa simplesmente “controlar as emoções” ou deixar de sentir. Também não significa repressão. A contenção pode ser uma forma de elaboração quando permite que o afeto encontre palavras, pensamento e possibilidade de escolha.

Entre o sentir e o agir pode existir um percurso:

sentir

→ reconhecer

→ sustentar

→ pensar

→ escolher

→ agir, podendo, em alguns momentos, transformar aquilo que inicialmente apareceu como um afeto bruto.

A questão, então, não é eliminar a raiva ou impedir a expressão, mas compreender o que acontece quando conseguimos criar um espaço antes da ação.

O que esse intervalo torna possível?

→ Há livros que continuam aquilo que uma narrativa apenas começou a perguntar.

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→ Talvez essa pergunta também possa encontrar um espaço de escuta na clínica.

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Entre o sentir e o agir

Quando o que eu sinto parece exigir uma resposta imediata?

Há momentos em que sentimos algo com tanta intensidade que parece impossível não agir a partir disso.

A raiva pede uma resposta.

A frustração pede uma reação.

→ Esta pergunta também se abre para outros temas.

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Impulsividade

A impulsividade aparece quando o intervalo entre sentir e agir se torna muito pequeno, fazendo com que o afeto pareça conduzir diretamente ao comportamento.

Isso não significa que toda expressão intensa seja impulsiva, nem que agir rapidamente seja sempre inadequado.

A questão está na dificuldade de criar espaço para reconhecer o que acontece, pensar sobre isso e escolher uma resposta.

→ Esta pergunta também pode ser aprofundada em uma experiência de formação.

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A formação parte da compreensão de que sentir não determina, por si só, aquilo que fazemos.  

A raiva, a frustração, o medo ou o desejo podem ser reconhecidos e sustentados sem que precisem encontrar uma descarga imediata.

Esse espaço permite que o afeto encontre palavra, pensamento e elaboração, ampliando a possibilidade de escolha.

A formação convida a pensar sobre impulsividade, contenção, expressão emocional, limites e responsabilidade, distinguindo o ato impulsivo da resposta escolhida e o silêncio que protege daquele que apaga a própria voz.

→ Uma pergunta que nasce nas Narrativas do Invisível.

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Narrativas do Invisível #02

Entre o sentir e o agir
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Para uma vida mais inteira.

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