Perguntas atravessam as
Narrativas do Invisível
Aqui, eles encontram espaço para continuar sendo pensados.
Nem toda dor é visível.

O que muda quando posso reconhecer sentimentos que aprendi a condenar em mim?
Nem sempre o conflito está no fato de sentir, mas na impossibilidade de reconhecer determinados sentimentos.
Os vínculos humanos podem envolver ambivalências:
amor e raiva,
confiança e decepção,
dependência e ressentimento,
fé e sensação de abandono.
Quando um desses sentimentos não pode ser admitido, ele pode ser reprimido, deslocado ou retornar de outra forma.
Na leitura psicanalítica, Freud relaciona, em Luto e Melancolia, a identificação com o objeto perdido a um movimento em que a hostilidade pode voltar-se contra o próprio Eu, articulando-se à culpa, à autocensura e à punição.
Reconhecer um sentimento não significa justificá-lo nem transformá-lo automaticamente em ação.
Significa poder perceber sua existência e investigar o lugar que ele ocupa na própria experiência.
A elaboração não elimina a agressividade nem exige escolher entre amar ou odiar.
Ela possibilita reconhecer a ambivalência e dar aos sentimentos um lugar psíquico menos destrutivo.
→ Talvez essa pergunta também possa encontrar um espaço de escuta na clínica.
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Quando a culpa começa a esconder aquilo que eu não consegui dizer?
Às vezes, a culpa aparece antes que uma pessoa consiga compreender o que realmente sente.
Pode parecer mais fácil voltar tudo contra si do que reconhecer uma dor, uma raiva, uma decepção ou aquilo que não pôde ser dito.
O que ficou sem palavra pode continuar existindo de outras formas.




