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Perguntas atravessam as
Narrativas do Invisível
Aqui, eles encontram espaço para continuar sendo pensados.

O que o outro desperta em mim

O que o outro desperta em mim quando sua presença parece revelar aquilo que sinto faltar em mim?

O que o outro desperta em mim quando sua presença parece revelar aquilo que sinto faltar em mim?

A presença do outro pode despertar admiração, desejo, comparação ou incômodo.

Em algumas experiências, porém, aquilo que vemos no outro parece revelar uma falta em nós mesmos.

O outro deixa de ser apenas alguém que possui determinadas qualidades e passa a funcionar como espelho.

Podemos invejar não apenas o que alguém tem, mas aquilo que imaginamos que ele é: seguro, reconhecido, amado, livre ou completo.

Quanto mais idealizamos essa imagem, mais dolorosa pode parecer a distância entre aquilo que acreditamos ser e aquilo que gostaríamos de ser.

A pergunta não procura eliminar a comparação, mas escutar o que ela revela.

O que exatamente me incomoda naquilo que vejo?

Que desejo, falta ou ferida pode estar sendo tocado?

Talvez o outro possa revelar algo sobre nós sem precisar desaparecer.

→ Há livros que continuam aquilo que uma narrativa apenas começou a perguntar.

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→ Talvez essa pergunta também possa encontrar um espaço de escuta na clínica.

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O que o outro desperta em mim

Quando aquilo que admiro no outro começa a me fazer sentir menor?

Às vezes, aquilo que admiramos no outro também pode tocar em uma falta nossa.

    O reconhecimento que alguém recebe, a beleza, a segurança, a liberdade ou a capacidade de ser amado podem despertar comparação.

    E, quando a comparação começa a organizar a maneira como nos vemos, o brilho do outro pode parecer uma prova de que somos menos.

→ Esta pergunta também se abre para outros temas.

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Comparação

Quem é mais reconhecido? Quem é mais amado? Quem foi escolhido? Quem possui aquilo que eu gostaria de possuir?

Quando essa lógica organiza a vida, o outro deixa de ser apenas alguém diferente e passa a funcionar como medida do próprio valor.

A conquista de alguém pode ser vivida como perda pessoal, e a diferença pode ser interpretada como prova de insuficiência.

→ Esta pergunta também pode ser aprofundada em uma experiência de formação.

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→ Formação

Esta formação propõe uma reflexão sobre a inveja como experiência que pode surgir quando o outro passa a funcionar como medida do próprio valor.

A partir da relação entre comparação, reconhecimento, falta e desejo, busca compreender como aquilo que admiramos ou desejamos no outro pode revelar aspectos de nossa própria história.

A proposta também diferencia o desejo de transformação da necessidade de diminuir ou apagar o outro para suportar aquilo que ele desperta em nós.

→ Uma pergunta que nasce nas Narrativas do Invisível.

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Narrativas do Invisível #08

O que o outro desperta em mim
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Para uma vida mais inteira.

Escuta, literatura, formação e cuidado com a experiência humana.

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