Perguntas atravessam as
Narrativas do Invisível
Aqui, eles encontram espaço para continuar sendo pensados.
O que o outro desperta em mim

O que o outro desperta em mim quando sua presença parece revelar aquilo que sinto faltar em mim?
A presença do outro pode despertar admiração, desejo, comparação ou incômodo.
Em algumas experiências, porém, aquilo que vemos no outro parece revelar uma falta em nós mesmos.
O outro deixa de ser apenas alguém que possui determinadas qualidades e passa a funcionar como espelho.
Podemos invejar não apenas o que alguém tem, mas aquilo que imaginamos que ele é: seguro, reconhecido, amado, livre ou completo.
Quanto mais idealizamos essa imagem, mais dolorosa pode parecer a distância entre aquilo que acreditamos ser e aquilo que gostaríamos de ser.
A pergunta não procura eliminar a comparação, mas escutar o que ela revela.
O que exatamente me incomoda naquilo que vejo?
Que desejo, falta ou ferida pode estar sendo tocado?
Talvez o outro possa revelar algo sobre nós sem precisar desaparecer.
→ Talvez essa pergunta também possa encontrar um espaço de escuta na clínica.
_________________________________________________________
Quando aquilo que admiro no outro começa a me fazer sentir menor?
Às vezes, aquilo que admiramos no outro também pode tocar em uma falta nossa.
O reconhecimento que alguém recebe, a beleza, a segurança, a liberdade ou a capacidade de ser amado podem despertar comparação.
E, quando a comparação começa a organizar a maneira como nos vemos, o brilho do outro pode parecer uma prova de que somos menos.
→ Esta pergunta também se abre para outros temas.
_________________________________________________________
Comparação
Quem é mais reconhecido? Quem é mais amado? Quem foi escolhido? Quem possui aquilo que eu gostaria de possuir?
Quando essa lógica organiza a vida, o outro deixa de ser apenas alguém diferente e passa a funcionar como medida do próprio valor.
A conquista de alguém pode ser vivida como perda pessoal, e a diferença pode ser interpretada como prova de insuficiência.
→ Esta pergunta também pode ser aprofundada em uma experiência de formação.
_________________________________________________________

→ Formação
Esta formação propõe uma reflexão sobre a inveja como experiência que pode surgir quando o outro passa a funcionar como medida do próprio valor.
A partir da relação entre comparação, reconhecimento, falta e desejo, busca compreender como aquilo que admiramos ou desejamos no outro pode revelar aspectos de nossa própria história.
A proposta também diferencia o desejo de transformação da necessidade de diminuir ou apagar o outro para suportar aquilo que ele desperta em nós.




