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GAT 2: Religiões e Diversidade Sexual |
A relação entre sexualidade e religião ensejou historicamente múltiplas construções. A recente visibilidade da diversidade sexual e da reivindicação de direitos por estas minorias políticas põe em cena distintas respostas religiosas. Este GAT focalizará estas respostas em discursos, rituais, redes, cosmologias e experiências. O tema será explorado em intersecção com outras dimensões da vida social, cortando as esferas pública e privada, incluindo tópicos como direitos sexuais, homofobia, relações familiares e fluxos migratórios. Desejamos refletir sobre a construção da homofobia enquanto fenômeno plural (por vezes invisível e silencioso) e enquanto questão social (que envolve embates na arena pública). Pretendemos ainda incentivar a reflexão sobre os nexos entre religião e diferentes marcadores sociais como classe, raça, gênero, geração, nacionalidade. O objetivo é articular pesquisadores, estudantes, ativistas, religiosos e demais interessados, debatendo as plurais relações entre diversidade sexual e religiões na sociedade brasileira contemporânea. Haverá espaço para relatos de experiências, manifestações culturais e artísticas, além de trabalhos acadêmicos em diferentes estágios de pesquisa.
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Coordenadores: |
André Sidney Musskopf (Escola Superior de Teologia/ São Leopoldo - RS) |
Marcelo Tavares Natividade (UERJ - RJ) |
Debatedor: Ulisses Willy (Centro de Combate a Homofobia de Sergipe - SE) e Pe. Luis Correa Lima (PUC/RJ) |
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GAT 3: Saúde
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A emergência da epidemia de HIV-aids na década de 1980 e a constituição de todo um movimento social de luta para combatê-la, contribuiu significativamente para que a política de saúde brasileira enfrentasse como nunca em sua história, a discussão das sexualidades em sua diversidade.A convergência deste movimento com a luta pela redemocratização do país, com a Reforma Sanitária e a implementação do SUS, foi permitindo que segmentos populacionais que permaneciam invisíveis à gestão pública em saúde, ou que foram percebidos por esta apenas sob o prisma clássico na saúde pública, do controle e erradicação de epidemias, fossem progressivamente autorizados a participar da sempre complexa arena de definição de políticas públicas e do controle social, especialmente na política de saúde.
Pessoas com HIV e aids, profissionais do sexo, homens, mulheres, adultos, jovens, idosos, vêm conquistando espaços de participação na política de saúde através da sua progressiva organização na sociedade civil brasileira. Merecem especial destaque os indivíduos, grupos e organizações que constituem o atualmente chamado movimento LGBT: lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e uma miríade de outros abrigados sob a bandeira da diversidade de gênero e sexual.Se, inicialmente, tais atores ficavam totalmente circunscritos a programas e projetos relacionados ao HIV-aids, hoje já é possível percebê-los ainda que timidamente em outros âmbitos da política de saúde, como o PAISM (Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher), a Política de Saúde do Homem, a Estratégia de Saúde da Família, o processo transexualizador, as políticas de atendimento a vítimas de violência de gênero, entre outros. Desta forma, envolvem-se no processo de implementação do SUS em seus princípios de universalidade, integralidade, equidade e controle social, nos diferentes planos da governabilidade (nacional, estadual e municipal).
Importa, portanto, com este GAT, conhecer como os estudantes vêm se apropriando e participando da discussão da diversidade de gênero e sexual em sua relação com a saúde numa perspectiva integral e condicionada pelas características do contexto social, econômico, político e cultural, onde vivem indivíduos e grupos. Importa ainda atualizar o estado da arte destas discussões na produção técnico-científica das ciências sociais, humanas e biomédicas desenvolvida pelos estudantes, bem como na constituição de espaços políticos intra e extra-universitários. Também é interessante promover diálogos entre a universidade e profissionais sobre as experiências de elaboração/planejamento, implementação, avaliação e controle social na diversidade de contextos socioeconômicos, políticos e culturais brasileiros, em seus avanços, recuos e contradições.
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Coordenadores: |
Guilherme de Almeida (UFF - RJ) |
Tatiana Lionço (ANIS Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero - DF) |
Debatedor: Fernando Maia (Grupo Identidade e NuDU - SP) |
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GAT 4: Educação, diversidade e heteronormatividade: ser educado é assimilar a norma ou mudar a regra?
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O foco de discussão são as conexões entre o campo dos estudos sobre diversidade sexual e de gênero, a área da educação e os movimentos sociais LGBT. As atividades de educação não são entendidas apenas como atividades escolares. Conceitos como currículo, identidades, formação, autonomia, ensino e aprendizagem podem ser aplicados em situações muito afastadas da escola. Em especial há pedagogias culturais em ação, como as pedagogias da sexualidade, da masculinidade, do gênero, em todos os ambientes e na mídia, e elas compõem o ideário político de muitos movimentos sociais, de forma implícita ou explícita. Trabalhos que articulem educação com direitos humanos, direitos sexuais, corpo, geração e raça/etnia serão bem vindos. Estimulamos a apresentação de relatos de experiências educacionais realizadas em escolas ou em outras instituições de caráter educativo, bem como no âmbito de movimentos sociais, acompanhados de avaliação e crítica das ações. A discussão de estratégias de formação de professores e educadores em geral para o trabalho com questões de gênero e sexualidade também se insere neste GAT, bem como a análise dos documentos oficiais que hoje norteiam as ações escolares.
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Coordenadores: |
Rogério Junqueira (INEP) (a confirmar) |
Fernando Seffner (UFRGS - RS) |
Debatedora: Negra Cris (Rede Afro LGBT, UFA - AL) |
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GAT 5: Perspectivas e estudos em violência contemporânea
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A proposta deste Grupo de Apresentação de Trabalho (GAT) é de reunir pessoas interessadas em pesquisas sobre o tema da violência, em suas diferentes perspectivas. Pretende-se que a violência seja refletida não como uma prática isolada de outros contextos mais amplos, mas como processo articulado a fenômenos sociais, tais como desigualdade social, o preconceito, a intolerância, as “injustiças” e a produção da noção de desvio. Neste sentido, as concepções de violência ultrapassam as agressões físicas, podendo significar violência psicológica, insultos, ameaças, constrangimentos e também violações de direitos. Interessam-nos, assim, as práticas pelas quais a violência se faz presente, que encontram-se diretamente relacionadas aos modos como são experimentadas as diferentes relações de poder no contemporâneo. |
Coordenadores: |
Pedro Paulo Bicalho (UFRJ - RJ). |
Paula Lacerda (UFRJ - RJ) |
Debatedora: Bruna Andrade Irineu (UFT - TO) |
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GAT 6: Mídia e Diversidade Sexual |
O Grupo de Apresentação de Trabalho (GAT) de “Mídia e diversidade sexual” aceita textos que analisam as relações entre a comunicação e a diversidade sexual, com ênfase para as reflexões sobre o papel das representações construídas pelos meios de comunicação em geral (televisão, rádio, cinema, jornais, revistas, sites etc). Assim, pretende-se reunir trabalhos que tratem das representações identitárias, mais especificamente nas suas interfaces com os gêneros e as sexualidades. Os textos devem analisar a produção, circulação e/ou a interpretação dos produtos midiáticos, com o objetivo de compreender as complexas relações de poder que interferem nesses processos. O grupo também acolhe trabalhos que tratam sobre as relações entre as políticas identitárias ou pós-identitárias e a comunicação. |
Coordenadores: |
Carmen Rial (UFSC – CMI - SC) |
Leandro Collin (UFBA - BA) |
Debatedor: Otávio Chamorro (Ministério da Justiça - DF) |
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GAT 7: Sociabilidades, práticas sexuais dissidentes e marcadores de diferença
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Nosso objetivo neste GAT é promover uma discussão ampliada sobre práticas de sociabilidade entre pessoas que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais, incluindo aquelas interessadas por práticas sexuais "dissidentes", tais como o consumo de pornografia, práticas "fetichistas" e ligadas ao BDSM, ao sexo grupal, swing, entre outras. A proposta do grupo é reunir olhares "acadêmicos" e "militantes" sobre formas de sociabilidade que articulem sexualidade e práticas sexuais a outros marcadores de diferença, como classe social, gênero e fase de vida. Assim, o foco recai sobre pesquisas e relatos de experiências que contribuam para a reflexão tanto sobre a constituição de campos, espaços e redes de solidariedade entre estes sujeitos quanto sobre a possível proliferação de novas formas de normativização.
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Coordenadores: |
Nádia Meinerz (UFAL - AL e UFRGS - RS) |
Camilo Albuquerque Braz (UFG - GO) |
Debatedor: Rodrigo Reduzino (UERJ - RJ) |
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GAT 8: Movimentos sociais, gênero e sexualidades: contextos, conexões, dilemas e perspectivas |
Nos anos de 1970 e 80, os movimentos sociais foram saudados pelo impacto no processo de redemocratização. Embora o interesse acadêmico pelo tema tenha decrescido nos anos 1990, pesquisas realizadas a partir do movimento LGBT têm deslocado alguns enquadramentos e proposto novas questões para o campo de estudos sobre participação política e movimentos sociais. Este GAT tem por objetivo reunir trabalhos produzidos em diferentes contextos e/ou áreas de conhecimento sobre os movimentos sociais LGBT ou de diversidade sexual. Queremos refletir sobre o impacto de fatores como regionalidade, formas organizativas e uso de diferentes estratégias políticas, além de diferentes contextos políticos sobre o movimento. Como se dão as relações com outros agentes sociais, como Estado, mercado, universidades, partidos, mídia e outros movimentos? E com saberes científicos, como medicina, psiquiatria, psicologia, direito e ciências sociais? Como tem se dado a relação entre ativismo e produção de conhecimento? Como se tem lidado com dilemas como especificidades versus diversidade? Serão priorizadas propostas que problematizem intersecções entre diversos marcadores sociais de diferença. |
Coordenadores:
Regina Facchini (UNICAMP - SP)
Marcelo Daniliauskas (USP - SP)
Debatedor: Estevão Arantes (Colcha de Retalhos e Ser-Tão - GO) |
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GAT 9: Gênero, Sexualidades e Direitos Humanos
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O campo dos estudos de gênero e sexualidades é historicamente marcado pela articulação com os movimentos sociais e pela aproximação de diversas disciplinas e inúmeras correntes teóricas das ciências humanas, cuja principal característica é a interdisciplinaridade. A amplitude alcançada pela integração de uma visão crítica e humanista à ciência do direito - obtida a partir do diálogo com disciplinas como a antropologia, a sociologia e história - informa e influencia a atuação de sujeitos centrais na tomada de decisões judiciais, na formulação de leis e políticas públicas voltadas à promoção e ao acesso a direitos sexuais, particularmente de populações mais vulneráveis à violência, à discriminação, e aos consequentes agravos em sua saúde sexual e reprodutiva. O GAT “Gênero, sexualidades e direitos humanos” acolherá trabalhos na área das ciências humanas que problematizem os marcadores de gênero, sexualidades, direitos humanos, violência, discriminações em virtude de homofobia e preconceito em relação à vivência com HIV/AIDS, implicados ou não nas respostas sociais do Estado voltadas às lésbicas, gays, travestis, transexuais, intersexuais, bissexuais e transgêneros.
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Coordenadores:
Rosa Oliveira (UFSC - SC)
Roger Raupp Rios (UFRGS - RS)
Debatedor: Lucas Carvalho (Colcha de Retalhos - GO) |
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GAT 10: Sexualidades na mídia - Entre a visibilidade e a normalização
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Diante da crescente visibilidade das sexualidades na mídia contemporânea, propomos discutir como as estratégias em prol da “diversidade sexual” têm tanto dimensões assimiláveis pelos interesses do mercado, do Estado, discursos médicos e religiosos quanto resistências à assimilação. Nas variadas mídias - telenovela, cinema, seriado, documentário, revistas e jornais, propagandas, chats, sites de relacionamento – vemos discursos que reformulam valores heteronormativos, o que demanda análises sobre como sinais de aceitação ou “respeito” às diversas manifestações sexuais se mesclam a tentativas de normalizá-las. Quais as consequências destes fenômenos na esfera pública e política e até mesmo nas relações amorosas/sexuais já que incitam diferentes condutas, modificações corporais e subjetivas? Acolheremos pesquisas e relatos sobre a forma como os mídia qualificam, desqualificam, incluem, excluem, homogeinizam e, sobretudo, hierarquizam seus usuários. A idéia central é perceber como a intersecção entre gênero, classe, raça/etnia/cor, geração e sexualidade opera nos ambientes midiáticos, reatualizando os binarismos e dicotomias criados pela mídia em um contexto de sensíveis mudanças. |
Coordenadores: |
Richard Miskolci (UFSCar - SP) |
Iara Beleli (UNICAMP - SP) |
Debatedor: Dário Neto (Prisma, DCE-USP– SP) |
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GAT 11: Trabalho, relações de gênero e o lugar da sexualidade - um debate necessário
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As transformações ocorridas no mundo do trabalho e intensificadas nas duas últimas décadas tem gerado inúmeras teses e acaloradas discussões sobre flexibilização e precarização do trabalho. Algumas pesquisas discutem como os impactos da reestruturação produtiva são vivenciados de forma diferenciada e se distribuem numa lógica sexuada, conforme se trate de trabalhadores homens ou mulheres. No entanto, marcadores articulados como sexualidade e gênero seguem à margem deste debate. A proposta do GAT “Trabalho, relações de gênero e o lugar da sexualidade – um debate necessário” é reunir pesquisas que tragam um olhar mais acurado para aspectos que geralmente estão subsumidos nas abordagens clássicas sobre trabalho. Discutir, por exemplo, como as convenções sobre gênero e sexual idade orientam as expectativas dos empregadores e impactam os mecanismos de seleção de recursos humanos, apontando para a inclusão ou exclusão de determinados sujeitos. No conjunto desses desafios a prostituição e o mercado do sexo são temas em relevo; é nosso interesse refletir sobre as diferentes desconfianças atribuídas ao estatuto de trabalho para a prostituição e os discursos moralizantes e estigmatizantes sobre as(os) trabalhadoras(es) do sexo. |
Coordenadoras: |
Larissa Pelúcio (UNESP, Bauru - SP) |
Flávia Bonsucesso Teixeira (UFU, Uberlândia - MG) |
Debatedora: Washington Luiz Dias (Rede Afro LGBT) |
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GAT 12: Novas famílias, conjugalidades diversas, parentalidades plurais, prazeres e armadilhas do amor |
Os estudos sobre família, gênero, sexualidade e amor já são tradicionais nas Ciências Sociais brasileiras e sua história pode ser acompanhada por meio dos debates e discussões realizados em diferentes grupos de trabalho dos congressos da Anpocs, RBA, SBS, ABRAPSO, entre outros. Ao longo de uma longa trajetória, que se inicia entre 1970/80 de institucionalização deste campo de pesquisa, observa-se o deslocamento dos estudos que inicialmente estudavam apenas “a mulher” para estudos hoje auto-denominados de “gênero e sexualidade”. É neste campo teórico que propomos este GAT, para acolher trabalhos e debates acadêmicos sobre o que é reconhecido socialmente e juridicamente como família, parentesco e filiação e múltiplas formas de expressão amorosa (em casal, em grupo, interracial, intergeracional, internacional, virtual, fora da norma heterossexual, sem coabitação, etc). Acolheremos também trabalhos que revisitem discussões sobre raça/etnia, classes sociais, questões geracionais e violências, que atravessem as pesquisas sobre conjugalidades, parentalidades e amor, para consolidarmos um debate a partir de múltiplas perspectivas teóricas, cruzamentos disciplinares e investigações empíricas. |
Coordenadores: |
Miriam Grossi (UFSC - SC) |
Luiz Mello (UFG - GO) |
Debatedor: Cristiane Marçal - Identidade - Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual e LSR - Liberdade, Socialismo e Revolução (SP) |
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